Julian Lael
Olho de águia e garra de falcão,
A baioneta espreita em mudo grito,
O guerreiro é a faca no caveirão,
A tropa para-nunca num conflito.
A destreza de um tigre bem astuto,
Escalando vem forte no calado,
Do horizonte à selva, o absoluto,
Vinga malvadão o mundo desregrado.
Na honra do soldado que o abraça,
Ronda o perigo, espreita pela fresta,
Farda camuflada rompe a fumaça.
À noite o seu fuzil faz uma festa,
Deixando a marca viva nessa praça,
E a glória eterna é tudo o que lhe resta.